
Sentada aqui nessa praça, espero o tempo passar...o motorista vir me buscar e conversando com algumas pessoas.
E o tempo passa... O tempo tem cheiro de mofo. O mesmo cheiro que têm as coisas e pessoas que eu não uso mais. É estranho. Você vê algo que um dia foi seu objeto, ou, humano preferido, e descobre que o tempo é parceiro do vento. Um dia, ele sopra levando tais coisas para fora da sua vida, de seus pensamentos; e no outro, ele chega trazendo cheiros e lembranças...
O rapaz da praça acabou de pedir um cigarro, deu-me um sorriso como agradecimento.
Algo nele me chama atenção...não entendo, como os ventos as vezes não levam embora da vida dessas pessoas tantas tristezas, tantas...
Não desejo pra ninguém viver o que ele vive, ou passar por tudo que ele passa.
Ah, se todas as pessoas agradecessem com um sorriso tão marcante quanto o dele... eu juro que não faltaria cigarro na minha bolsa. Não mesmo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário