Pegou o coraçãozinho dela e apertou entre as mãos repetidas vezes.
Fazia isso de vez em quando e, a cada vez que acontecia, rasgava-lhe as cicatrizes, embaralhava seus pensamentos, roubava-lhe a quietude. Doía, como sempre. Ela pensou que estivesse sonhando quando as palavras lhe saltaram aos olhos, como gritos a cortar o silêncio da madrugada. Durante muito tempo ficou ali, ouvindo o barulho da rua, tentando descobrir onde ficava o tal botão de liga/desliga. Demorou a dormir de novo e acordou meio incrédula, o olhar devorando as palavras que ainda estavam ali, provas do ato não consumado. Suspirou. Precisava levantar e sair, a vida esperava logo ali na esquina...

E mesmo que apagasse tudo, nada no mundo a faria desligar-se, pelo menos não era realmente o que ela queria.



Aaaffee!!

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