Então eu me afogo novamente na aflição sufocante da realidade surreal. Da irrealidade se faz esconderijo. A gente mede os sonhos e à eles tudo pertence.
Não da pra ficar indiferente. Não dá pra ignorar, fingir que não aconteceu, continuar assim mesmo. Em partes porque o acontecido continua lá, na tua cara, piscando em cores neon e em outra parte, por mais que eu me magoe o tempo todo com isso, faz falta.
Ou talvez eu me apegue demais à pessoas e coisas e momentos. E sempre fica aquela paranóia: será que eu me importo demais? Será que é recíproco? Será que eu tô sendo boba? Não sei ser indiferente à essas coisas.
É só olhar nos meu olhos!
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