Há horas em que não adianta falar, falar, escrever, escrever, desabafar, desabafar, chorar, gritar, espernear. E aí a gente vai e ouve música até não poder mais, na tentativa vã de preencher com acordes esses milhares de vazios por todos os cantos. Eu preciso de um dia com 37 horas. Até porque tem horas que viver é uma bosta, e não há outra palavra pra expressar isso que a vida é; e ponto final. Nessas horas eu quero dormir - e ainda assim ter tempo pra fazer as poucas boas coisas que restam nas outras horas. Isso quando elas, as boas coisas, resolvem fazer algum sentido. Se alguém me entende, levanta a mão. E não faz barulho. Boa noite.

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