"Quando eu escrevo eu consigo ordenar tudo aquilo que eu penso. Agora, quando eu falo ou quando eu sou, simplesmente, não consigo ordenar nada. Eu sou da maneira mais caótica possivel".
(CAIO FERNANDO ABREU)
Às vezes eu sou tão cega ou tão tonta, bem estilo mulé burra mermo, que só vejo as coisas do jeito que quero ver. Esses dias consegui confundir até uma lua com um golfinho! Tem cada vida nessa coisa da gente...
Desconheço palavras como cautela, pouco, moderação... Posso pisar em falso, mas o tombo nunca é grande demais.
Eu levanto, nós levantamos. Somos humanos e falhamos, e nos adaptamos a quase tudo. E eu me encanto com muita coisa, e posso desencantar com facilidade. Cultivo sonhos, não coleciono rostos, me prendo demais a quem tem meu coração, afasto logo os que não o conquistam. Quero a vida cheia de tudo, não me importo com lágrimas, a menos que sejam de felicidade. Minha estradinha está sendo pavimentada com sorrisos, lágrimas, gargalhadas, bons momentos, solidão, prazer e amor, muito amor, entre várias outras coisinhas. Bem vindo a esse poço de contradições chamado Gislaine.
Tenho vinte e quatro anos e aquela sensação estranha de apenas algumas horas de vida. Sou cria da solidão sem limites e da frieza pura feita por falta de sentimentos.... Uso reticências para noemar os sentimentos que desconheço, desenho estrelas míudas no papel onde deveria escrever palavras coloridas e me transporto para outro lugar, para outra vida, talvez, que não a minha.
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