Esse seu amor te corrói por dentro, e eu não me permito entender como suportas tanta dor causada por alguém que não seja si mesmo. Não admito segundos, terceiros ou até quartos me fazerem algum tipo de malefício. É tudo meu, e outros não têm o direito de estragar a essência que só eu mesma tenho o gosto de provar. Liberte-se, te queira na mesma proporção em que anseia ser querido. Deves ter algo especial aí dentro que não deve ser compartilhado, já que está aí e apenas a ti pertence.
Não estou aberta a ninguém que queira se aproximar com algum tipo de intenção, prefiro dar minha atenção à idosa em minha frente na fila do banco. Neutralidade, pois as coisas acontecem da maneira que fluem, por mais que minha mente fantasie situações inusitadas que no fundo [bem no fundo] eu realmente desejo que aconteçam. Ora, se está no fundo, não cavarei um buraco para que essas minhas fantasias cheguem a um mundo de realidades tão frias e cruéis. Prefiro-as escondidinhas num mundo tecnicolor envolto em uma bola de sabão da boneca de minha infância.
Não divido minhas divagações porque não quero ser estereotipada desvairada por um bando de medíocres, covardes, que têm medo de sonhar. Pseudo-realizados em suas vidinhas fúteis e vis.
Prefiro a minha companhia, pois me respeito e sei como agir para agradar a mim mesma, não quero dividir o que tenho de melhor. Nem com você, nem com ninguém.
Também não julgue essas palavras que desenfreadamente clamam para sair de dentro de mim. Assim o fiz por puro capricho, portanto releve-as como apenas um desabafo.
É que existem fases que tudo dentro de nós borbulha como o leite no fogo alto. Com a sensibilidade que pouco sei que tens, deve normalmente se sentir assim, como eu. E esse misto de palavras soltas, pensamentos vagos, sensações tênues, transpirações corridas e sentimentos alucinados só estão endereçados a você por um motivo: fizeste dono daquilo que não me pertence no momento do seu sorriso maroto naquele surto de embriaguez noturno.
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