Fechando

Ainda consigo não pensar em outros sorrisos, mesmo já tendo me encantado por tantos. Musicas... Bem, elas continuam suas. Mas as evito. A realidade se tornou chata e depressiva, prefiro viver fora dela, assim não vejo que nos perdemos. Não gosto de pensar em culpa, muito menos em desculpas. Prefiro cimentar um novo ser em cima daquele que um dia tanto foi teu.
Alguns espasmos me trazem vontade do teu cheiro, mas prefiro o sofrimento a ter que me desesperar com seu toque, seu olhar. Seu sorriso continua lindo, mas ele me deprime. Ainda lembro quando ouço o gás sair do refrigerante, quando caminho a noite, no ônibus, na ponte, naquela rua, mas quero não mais lembrar. Não “não quero”, preciso!
Prometi morrer junto com toda aquela paixão. Minha vida é uma sucessão de mortes, e eu morri por ti. Hoje percebo o quanto fui nocivo, cruel. Talvez esse seja meu consolo. Hoje resolvi parar pela não sei qual vez... mas hoje eu paro! Hoje eu me liberto do teu abraço gostoso, do teu beijo repressivo e da tua presença ocupante. Hoje deixo de te amar, por que não existirei mais.
Nem na lembrança do teu cheiro...

Te amo!

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