Todos agora ficam tentando explicar o inexplicável. Cada um com sua teoria sobre os "culpados" nessa história macabra da vida real.
Até os pais da menina são culpados na versão de alguns. Pais que permitiram que uma menina de 12 anos namorasse um cara mais velho constituindo assim um crime de pedofilia.
Muitos especialistas apontando os diversos erros da polícia que não deveria ter invadido, que não deveria ter mandado a outra menina de volta para o cativeiro, que não deveria... Mas, podem ter certeza se Eloá estivesse viva e o sequestrador morto por um atirador da polícia, hoje a manchete seria outra, talvez ele seria transformado em um apaixonado herói que fez tudo "por amor" e o atirador seria o grande vilão da história.
Quem são os culpados? A menina se foi. Uma vida roubada por alguém que disse que a amava. Então o amor é o culpado?
“...O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha...”
Por mais que doa, por mais machucados que nos sentimos não podemos jamais ferir aqueles que amamos. Quando é amor de verdade, não ferimos por querer, por maldade, saímos da vida da pessoa para que ela seja feliz e seguimos com a nossa, mesmo que levemos a vida toda para nos sentirmos melhor.
O algoz da menina Eloá sentiu em seu coração a dor da perda, viu sua “posse” indo embora, sofreu e se vingou. Ele a amava? Me desculpe, mas não acredito no amor dele. Não se faz "tudo por amor". Ele levou para sempre a vida de uma menina de 15 anos. Deixou uma mãe e um pai para sempre feridos, vazios e entristecidos.
O amor é o melhor sentimento do mundo e o mundo precisa sim de amor, mas é preciso também aprender a tomar um pé na bunda, levar um "fora", sentir-se rejeitado, abandonado, trocado, vivenciar uma "crise de amor" e saber que tudo passa.
Culpados? Não consigo nem pensar nisso, cabe aos órgãos competentes. Penso na menina. No seu sofrimento de 100 horas. Acho que ela poderia ter brincado mais de boneca, poderia ter sido mais criança quando tinha 12 anos. Poderia...
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