Mas, claro que eu também queria ter sido a princesa do conto de fadas da vida e ele, o príncipe, claro. Queria ter viajado a dois para todos os lugares lindos e românticos da Terra, como se a vida fosse um clipe para passar na televisão. Também queria ter tocado os sentimentos mais profundos para ter sido musa real, para sentir como devem se sentir aquelas mulheres que inspiram músicas, que têm seus nomes citados em dedicatórias de livros. Queria ter sido a mais engraçada e a mais inteligente e a mais dedicada e a mais sexy e a mais aplicada e a mais linda e a mais intensa e a mais marcante e a mais forte e a mais delicada. E se eu tivesse compartilhado todas as minhas noites de sábado e minhas tardes de domingo? E se eu tivesse almoçado com ele, passado fome com ele, ganhado flores, ganhado presentes sinceros e presentes simbólicos, feito jantares românticos e comprado presentes para ele que eram para mim? E se eu tivesse a certeza de ter amado? De ser amada? Queria ter feito a primavera brotar, queria ter sido a primavera.

No fundo, no fundo eu só queria encostar minha cabeça no ombro dele e sentir que ali era meu lugar.

Mas, no final das contas, nada daquilo foi real, foi tudo mentira. E, no final das contas, uma música assim eu me recuso a cantar outra vez.


Eu cantaria uma nova canção
Ah! Se cantaria...


Eitchaaaa
Tanto tempo sem postar no blog, dah nisso, né?!
1 da manha...uiaaa!
Nanote.

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