Às vezes eu penso muito antes de falar. Outras vezes, penso, penso e penso e acabo não falando nada. Mas ainda tem quando eu esqueço de pensar e disparo a falar sem olhar pra frente, pro lado ou pra qualquer outra coisa. Falo de mim, do nada, do que virá e do que já foi. Falo do que poderia ter sido e nem sei direito porquê... aí quando dá Aquele aperto no peito, eu me calo. E interessante é que o silêncio fala por mim. Porque não só eu, mas todos nós, falamos pelos olhos, pela pele, pelos gestos, pelo silêncio. Eu falo pouco, comparado aos meus amigos. Mas tem dias que eu acordo querendo descontar tudo o que não falei nos outros dias; nessas horas, eu nem lembro de pensar e acabo falando demais. Geralmente, são nesses dias que eu cometo as piores burradas...

(Eu preciso me conter quando ainda falo sobre certos assunttos)

Eu andei sumida.
Às vezes é bom sumir.
Outras vezes é bom ficar calada e deixar as coisas correrem paralelas, sem muita interferência nossa.
Às vezes na tentativa de querermos melhorar a situação, o único resultado que conseguimos é piorar ainda mais.
Há dias em que a gente some mesmo, se esconde, se enfia num buraco. Aí, quem sabe, os outros lembram da gente... nem sempre dá certo, nem sempre vale a pena tentar. Mas acontece que em certos momentos o melhor é sumir mesmo. Momentos de crises existenciais, de fardos pesados...

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