Uma carta não entregue...

...Só que as coisas acontecem e desacontecem aqui dentro numa rapidez totalmente incompatível com minha aparente tranqüilidade... Aí eu lembrei que quando a gente pede o amor do outro, nem é do amor do outro que a gente precisa...Então eu resolvi passar um dia inteiro me amando, amando o que é meu: meu quarto (sempre) bagunçado, minhas fotos, meus cadernos, meus livros, minhas escritas, meus erros ortográficos, minha família, minha casa, meus cabelos, meu filho, minha barriga e meus pensamentos, até eles. Um dia inteirinho dedicado a amar o meu mundo e tudo aquilo que faz parte dele.
Foi então que eu desembaralhei as idéias e retirei aquela névoa escura de sei lá o quê, que estava encobrindo o que eu já sei de côr. A gente só pode amar e receber amor e se sentir verdadeiramente amado, quando o amor é nosso em essência, quando vem de dentro pra fora e a gente dá ao outro assim com as mãos ofertadas, os olhos sorrindo e uma sensação que toma conta do corpo inteiro, cada pedacinho. Quando a gente ama porque percebe que tem amor sobrando e ele transborda e escorre pro coração e pra vida do outro. E é tanta felicidade, tanta, que o mundo se torna mais leve, mais colorido, mais admiravel, mais mais...

Um comentário:

Messias Fernandes disse...

saúde e paz...

e amor. :P