Certo de que essas coisas variáveis podem acontecer a qualquer momento, ele vendou os olhos e girou, girou até achar que devia, que também tanto fazia o momento de parar.
Caminhou em frente com o mundo girando lento e demente à sua volta e não parou nunca mais.
Prova irrefutável dos soluços da vida, que ela vinha andando incerta e boba uns passos adiante ninguém duvida. Alegre por discordar com veemência burra da voz aguda e quase inaudível que dizia( mais o que realmente dizia, não se sabe, só ela) se segurou nas mangas do casaco dele e pensou que nunca antes certamente havia enxergado, antes e antes de antes ainda, quando achava mesmo que o mundo era muito claro, esteve sempre cega.
E se as coisas variáveis não acontecessem mesmo indubitavelmente ele teria se importado em seguir em frente com uma inquieta e cega sem destino, que o levou pro inicio do caminho que não tinha mais fim, cantando em sussurros enquanto os desejos cruéis do passado se esvaiam e transfiguravam os sussurros em cenas irreais do imaginário, que era pra onde seguiam.
Será, será mesmo que ele aceitaria essa situação?!
Um comentário:
... pergunte ao pó...
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